Bipolaridade, a doença dos extremos

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É muito raro encontrar alguém que não tenha uma oscilada de humor. Isso é normal, afinal nem todos os dias estamos bem. Enfim, faz parte da trajetória de vida de cada um essa oscilação. No entanto, e quando ela passa dos limites? Quando se passa da felicidade extrema para uma tristeza profunda em pouco tempo e, o que é pior, em uma frequência cada vez maior? No entanto, é cada vez mais frequente pessoas vivenciarem esse processo. Se até algumas décadas atrás, não se levava tão a serio esses problemas, de uns anos para cá, esse fenômeno vem sendo cada vez mais estudado e percebeu-se que se trata de uma doença – transtorno afetivo bipolar –  cujas conseqüências são as mais imprevisíveis. O que se sabe é que 10% da população mundial sofre desse mal e que 15% acaba se suicidando, porque, muitas vezes, o tratamento foi feito tardiamente.

Se no seu início era conhecida como psicose maníaco-depressiva, aos poucos abandonou-se essa denominação, porque verificou-se que sua manifestação, ao contrário da psicose, é sutil e que se concentra mais no campo afetivo.

Normalmente ela começa entre os 20 e os 30 anos de idade, mas há casos em que ela pode se manifestar após os 70 anos. Ela pode se iniciar tanto pela fase depressiva quanto pela fase maníaca, ou então pode apresentar um misto das duas fases. Na fase maníaca, o estado de humor fica muito elevado e, nesses momentos, a pessoa se sente grandiosa, passa a se considerar muito especial, dotado de poderes, apresenta um grande vigor físico, fica com uma compulsão de falar muito, pois o pensamento fica muito acelerado e aumenta o desejo sexual. Com isso, torna-se uma pessoa que não presta muito atenção ao que acontece em sua volta e passa a não temer nada. Em outra etapa há fase depressiva, o humor é depressivo, nutre sentimentos de inferioridade, sente muito cansaço físico, o raciocínio torna-se lento, perde o prazer por tudo que faça. Evidentemente, entre uma fase e outra, a pessoa leva uma vida normal como outra qualquer .

Causa da doença

Não se sabe ao certo, o que leva uma pessoa a adquirir essa doença, pois podem envolver uma somatória de fatores, tais como hereditariedade, traumas, experiências muito fortes, trocas de emprego, fim de casamentos, morte de pessoas muito queridas. O que se sabe é que de 80 a 90% dos casos, há algum parente na família que tenha essa transtorno, logo o componente genético é muito forte.

Muitos artistas são bipolares

A intensidade de sentimentos, tanto de um lado quanto do outro, tem muito a ver com os artistas, normalmente, pessoas temperamentais e com uma vida muito agitada. Nesse aspecto, o exercício da arte funcionaria como um ponto de equilíbrio para que a pessoa não fosse consumida pela bipolaridade. Aliás, poderíamos extrapolar dizendo que afeta todas as pessoas que possuem alguma notoriedade perante a sociedade. Nesse quesito, além de artistas, entram políticos e esportistas.

Nessa leva de artistas, políticos estão Virginia Wolf, Edgar Allan Poe, Lord Byron, Van Gogh, os ex-presidentes dos EUA, Abraham Lincoln e Theodore Roosevelt, Kurt Cobain, ex-vocalista do Nirvana, Elvis Presley, Marilyn Monroe, o poeta Fernando Pessoa, o cientista Isaak Newton, o guitarrista Jimmy Hendrix   e mais recentemente, os cantores Cazuza, Renato Russo e as cantoras Elis Regina, Janis Joplin e Rita Lee e os atores, Jim Carrey e Robin Willians, o jogador de futebol Adriano, do Corinthians, entre outros, todos com uma característica em comum: personalidade forte e hiperativos. Nesse aspecto, os hiperativos, tem grande possibilidade de ser bipolares.

Para se ter uma ideia, o pintor Van Gogh, em uma crise desse transtorno chegou a mutilar a própria orelha. Outros, como é o caso da maioria dos artistas bipolares, acabam mergulhando fundo no alcoolismo e nas drogas.

Como se tratar?

Como se trata de uma doença muito perigosa, que pode levar a pessoa ao suicídio imediato ou a longo prazo, porque ela leva, desde que não seja tratada, a pessoa ao consumo de drogas, o seu tratamento deve ser muito rigoroso. Por isso, em termos de medicamentos, a primeira recomendação é o lítio, mas em alguns casos, é necessários anticonvulsivantes, tais como tegretol, trileptal, topamax entre outros. Esses medicamentos, no entanto, não garantem que o bipolar não tenha algumas recaídas, mas, pelo menos, irá diminuir um pouco. O que deve ser evitado é o uso de antidepressivos. Com esses medicamentos, o bipolar terá condições de administrar bem esse problema e poderá conviver saudavelmente com as pessoas a sua volta, levando, enfim, uma vida normal e, muitos deles, contribuindo com sua arte, decorrente de sua criatividade, para que tenhamos um mundo melhor e mais alegre.

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Sobre

Jornalista pela faculdade de comunicação social Cásper Líbero. Especialista em práticas e vertentes de ensino de literatura e língua portuguesa.


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