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Por Luciana Silveira Ferreira -

CérebroQuem de nós nunca esqueceu uma data de aniversário ou uma letra de música que tanto gostamos?

Ou então nos recordamos de lembranças do passado que fazemos questão de esquecer?

O pensador italiano Norberto Bobbio dizia que “somos aquilo que lembramos”.

Sim, isso certamente é uma verdade, mas também podemos decidir esquecer alguns acontecimentos que não nos são agradáveis, não nos causando, assim, propensões à amargura e ao ressentimento.

Conservamos as “memórias ruins” de maneira que possamos usá-las somente quando seja útil.

Podemos muitas vezes esquecer fatos que não gostaríamos de lembrar, isso recebe o nome de memória seletiva, ou seja, fazemos uma seleção do que realmente queremos esquecer, como situações de medo, aflições e momentos ruins, mas a memória não se apaga.

Há também fatos no qual a memória é preservada, na qual as informações ficam retidas como andar de bicicleta, músicas que gostamos, dirigir um carro, etc.

O cérebro humano possui diferentes tipos de memórias, que são classificadas como Memórias Declarativas em que se subdividem em três tipos:

Memória Imediata, que é aquela que dura de frações a poucos segundos, como, por exemplo, a capacidade de decorarmos um número de telefone que recém nos foi dito;

Memória de Curto Prazo, que é a aquela com duração de algumas horas, como, por exemplo a capacidade de se lembrar do que vestiu um dia anterior;

e a Memória de Longo Prazo, com duração de meses a anos, na qual temos como exemplo a capacidade de aprendizado de uma nova língua.

Estados de ânimo, mudanças de humor e os estados sentimentais favorecem a aquisição, consolidação ou evocação dos mais diversos tipos de memórias, todas reguladas por ações das substâncias presentes em nossas regiões cerebrais.

Como conseqüência do uso de nossas memórias que formamos a nossa personalidade, por isso podemos ao longo da vida muda-la de acordo com as experiências que guardamos. Pessoas que são rotuladas como “boazinhas” podem rapidamente mudar de personalidade após sofrerem uma humilhação ou um infortúnio, se tornando assim pessoas perigosas e ressentidas.

Como também pessoas que eram amarguradas mudam de personalidade através de uma realização pessoal, e se tornam tolerantes e de trato agradável.

Há também quem possua perda de memória, e isso acontece geralmente em idosos ou em pessoas que possuem algum tipo de doença que provoca essa perda.

Estudos realizados por pesquisadores no Instituto de Pesquisas Biomédicas da PUCRS descobriu que no hipocampo do cérebro a existência de um mecanismo bioquímico quem mantém a memória. Através desses estudos será possível buscar medicamentos que possam fortalecer e evitar a perda da memória, tratando, inclusive, de doenças como o Mal de Alzheimer.

Nossa memória pode ser fortalecida através de exercícios práticos como ler ou estudar.Fazer desafios também frente a coisas novas nos ajuda significativamente. Quanto mais se exercita a memória, mais superior será nossa capacidade de conservá-la por mais tempo.



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3 comentários

#1

Muito bom, adorei!

Cynthia comentou em 20/01/2008 - 23:45
#2

Minha mãe tem falta de memoria curta e acentuou a memoria longa, sobre alzheirmer, os criterios, porque ela faz tudo apenas a memoria está afetada, como saber se ela esta encaminhando para a doença? obrigada
katia pio

katia comentou em 20/01/2008 - 23:47
#3

Katia,

O diagnóstico de Alzheimer é feito com base nos sinais e sintomas do paciente, não havendo então exame laboratorial ou de imagem que o confirme.

A perda de memória “curta”, ou recente, é característica dessa doença, porém esse dado isolado não faz o diagnóstico do Alzheimer, já que os critérios diagnósticos da doença incluem a perda da capacidade de realizar atividades da vida diária, tais como vestir-se, alimentar-se, dentre outros.

Sabe-se que pessoas com mais de 65 anos e com dificuldades de memória apresentam uma probabilidade maior de evoluirem para Alzheimer do que a população em geral. Contudo, apenas uma pequena parcela dessa população evoluirá para Alzheimer. A grande maioria continuará apenas com dificuldades de memória, sem grande prejuízo nas atividades da sua vida diária.

Sugiro, então, que procures um médico geriatra ou neurologista para que (1) se quantifique a perda da memória, o que é feito através de escalas específicas para tal, (2) se afaste e investigue outras causas de perda de memória e (3) para que se inicie, se for o caso, um tratamento precoce no curso da doença.

Mauricio comentou em 1/02/2008 - 01:13


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