Geneticistas ganham o Nobel de Medicina

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Por Luciana Silveira Ferreira | Seção: Ciências | Publicado em 12-10-2007

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O prêmio Nobel de Medicina de 2007 foi concedido a dois americanos, Mario Capecchi e Oliver Smithies, e um britânico, Martin Evans, por seus trabalhos sobre a criação de ratos transgênicos, que abriu um novo horizonte para as pesquisas de doenças como o Alzheimer e o câncer. Os estudos de Capecchi, Smithies e Evans permitiram descobrir como manipular geneticamente células-tronco embrionárias de ratos, destacou o comitê Nobel em um comunicado. O trabalho dos três cientistas possibilitou o desenvolvimento de uma técnica de modificação de genes conhecida como “nocaute” de genes, ou seja, sua neutralização.Para o comitê Nobel, as descobertas dos dois americanos e do britânico “permitiram desenvolver uma tecnologia de imensa importância”.

Mario Capecchi é particularmente conhecido pelo seu trabalho pioneiro na identificação de genes de células estaminais de embriões de ratos que possibilitaram técnicas transgênicas incluindo a clonagem e modificação genética.

Prêmio Nobel

Martin John Evans é um cientista britânico a quem é atribuída a descoberta das células estaminais embriónicas em 1981. Oliver Smithies é um cientista estadunidense nascido na Inglaterra. É considerado o inventor (em 1950) da eletroforese em gel, uma técnica de separação de moléculas que envolve a migração de partículas em um determinado gel durante a aplicação de uma diferença de potencial.

Os ratos geneticamente modificados representam para os cientistas modelos de laboratório excepcionais que permitem estudar as bases de doenças que vão desde o mal de Alzheimer ao câncer, assim como a resposta a novos medicamentos. Até o momento foram isolados mais de 10.000 genes de rato, aproximadamente metade dos que compõem o genoma dos mamíferos.

Os prêmios serão entregues oficialmente em cerimônias nas cidades de Estocolmo e Oslo no dia 10 dezembro de 2007.

Os vencedores receberão das mãos do rei Carl Gustav da Suécia uma medalha de ouro, um diploma e um cheque de 10 milhões de coroas suecas (1,52 milhão de dólares), que pode ser dividido entre três pessoas em cada categoria.

O Prémio Nobel da Fisiologia ou Medicina é um prêmio atribuído anualmente pela Real Academia de Ciências da Suécia, recompensando as pessoas que se destaquem nas áreas de investigação da Medicina. É um dos prêmios internacionais de investigação científica, instituídos em 1901 por Alfred Nobel, conhecidos como Prêmios Nobel.

Sono: Um Bem Necessário

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Por Luciana Silveira Ferreira | Seção: Ciências, Saúde | Publicado em 08-10-2007

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Nosso corpo é uma máquina que está em constante atividade, até mesmo durante o sono, pois reações de liberação de hormônios ocorrem nesse período de descanso e nosso cérebro continua ativo enquanto dormimos. Durante as décadas de 70 e 80, acreditava-se que dormir apenas cinco horas por noite era o suficiente para repor as energias além de aproveitar melhor o dia. Até este período, os estudos científicos não comprovavam a importância do sono e principalmente a qualidade do sono.

Cientistas e médicos revelam que é durante o sono que o organismo produz os hormônios do crescimento que possibilitam o rejuvenescimento e a renovação celular. O sono é fundamental para que possamos memorizar acontecimentos do dia-a-dia, reforçando assim o que foi aprendido e sendo peça chave na aprendizagem.

Ciclo do Sono

Pesquisas feita pelos israelenses Dov Sagi e Avi Karni, em 1993, e confirmadas pelos norte-americanos Allan Hobson e Robert Stickgold, comprovaram que o sono profundo, durante a primeira metade da noite, é essencial para a consolidação do aprendizado.

Mônica Andersen, biomédica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), acompanhou o comportamento de ratos mantidos acordados por quatro dias seguidos, sendo seu objetivo inicial investigar a origem da agressividade e da agitação decorrentes da falta de sono. A partir dos experimentos, Mônica observou alguns aspectos curiosos, no qual os ratos passaram a ter ereção espontânea mesmo sem nenhuma rata por perto, isso porque a privação do sono afeta o funcionamento do sistema nervoso a uma área associada ao prazer. Além disso, Mônica testou se drogas como cocaína, maconha e as anfetaminas de fato melhoram o desempenho sexual, como dizem seus usuários. De fato houve um aumento no número de ereções nos ratos, mas isso só é aparentemente benéfico, pois o uso contínuo de cocaína causa impotência sexual e a privação prolongada do sono gera um desequilíbrio bioquímico no organismo capaz de levar à morte.

InsoniaA dor também interfere de maneira significativa no sono. De acordo com a médica reumatologista Suely Roizenblatt, a relação entre dor e qualidade do sono é uma via de mão dupla: a dor pode atrapalhar o sono, mas as alterações no sono também parecem aumentar a sensibilidade à dor. Em ambos os casos, o resultado é sempre uma intensa sensação de cansaço durante o dia seguinte, mesmo que a pessoa tenha dormido um número de horas suficiente para repor as energias.

Em situações de estresse, como, por exemplo, dias tumultuados no trabalho, acaba prejudicando o organismo de maneira que este reage através de uma rápida liberação de corticóides, hormônios que aceleram a produção de energia e ajudam a manter o corpo em alerta. Isso nos ajuda a entender porque as pessoas ficam sonolentas no dia seguinte àquele em que enfrentaram uma situação estressante. Uma noite mal dormida ecoa por todo o corpo e podem provocar lesões em alguns órgãos, como o fígado e coração.

Será a qualidade do sono transmitida hereditariamente?

Segundo cientistas da Universidade de Lausanne, na Suíça, isso é verídico, pois identificaram pela primeira vez um gene relativo ao “sono normal”, publicado na revista Science. Os pesquisadores também estabeleceram que a vitamina A influi na qualidade do sono, embora não tenha sido possível determinar se é o seu excesso ou sua falta que perturba o sono.

A equipe de cientistas estudou em ratos a atividade delta, que mede a profundidade do sono mediante um eletroencefalograma. No ser humano, esta atividade diminui com a idade, o que explica por que as crianças dormem profundamente e se recuperam durante o sono, enquanto em geral os idosos não dormem tão bem.

O estudo feito em ratos prova que o excesso de vitamina A é ruim para o sono, mas os cientistas ignoram as conseqüências da falta desta vitamina no organismo. “Nós não sabemos exatamente qual é a taxa necessária”, admitiu o pesquisador Mehdi Tafti, líder do estudo. Ele lembrou que a vitamina A pode ser tóxica, sobretudo para as mulheres grávidas.

Através desses estudos, conclui-se que a qualidade do sono interfere de maneira significativa no nosso organismo, tanto podemos nos beneficiar se tivermos uma qualidade saudável de sono ou nos prejudicar se passarmos por noites mal dormidas. Portanto, devemos nos dar ao luxo de pelo menos 8 horas nos desligarmos de tudo e deixar que somente os sonhos interfiram na nossa noite.

Dom Quixote

“Deus abençoe o inventor do sono, a capa que cobre os pensamentos do homem…o peso que nivela o servo com o rei e o simples com o sábio.”

Miguel de Cervantes (Dom Quixote)

Alimentos Industrializados X Alimentos Naturais

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Por Fagner Souza | Seção: Alimentação | Publicado em 30-09-2007

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Muitas vezes as crianças não aceitam bem os alimentos do dia-a-dia oferecidos pelos pais, ou na hora de comer ficam separando no prato o que encontram de temperos e verduras. E com isso as mães precisam usar a criatividade para “disfarçar” alguns alimentos e, muitas vezes recorrem aos industrializados que na embalagem diz: “ricos em vitaminas e sais minerais” como sucos, iogurtes, hambúrgueres, nugget’s, massinhas, sopinhas, biscoitos… Então perguntamos: será que vale a pena oferecer este tipo de alimentos?

Por exemplo, as bolachas comercializadas são na grande maioria fortificadas, mas a quantidade de nutriente acrescentado é tão pequeno que não faz muita diferença. É correto dizer que satisfaz e fornece grande quantidade de carboidratos, mas junto também tem gordura e açúcar, deixando a criança sem fome. O risco é que, os pais, à vezes, ficam achando que alimentaram corretamente seu filho, mas na verdade ficou faltando algumas vitaminas e sais minerais, necessitando assim de complemento, portanto a criança, por já estar saciada, não aceita mais nada. Nossas necessidades são supridas com a variedade de alimentos, bem como a qualidade destes, portanto quanto mais naturais, melhor para o nosso organismo.

Até mesmo nós adultos, na correria diária acabamos recorrendo aos industrializados de vez em quando. Não podemos esquecer que a ingestão de alimentos in natura como verduras, frutas, carnes magras, arroz e feijão, leite e grãos, são muito importantes para a manutenção da saúde e prevenção de doenças. Portanto, se as crianças (ou adultos) não aceitam bem os alimentos naturais, trocar a forma de preparo é uma boa opção, para: sopas, purês, pudins, cremes, panquecas, tortas, sucos, batidas, e após ingerir o que é necessário, se complementa com produtos fortificados, sempre cuidando no rótulo para evitar as gorduras trans, o excesso de açúcar, sal, gordura e carboidrato simples.

Com as crianças, vale a negociação, após concientizá-las da alimentação correta, pode-se combinar o dia da guloseima preferida, mas que não seja freqüente, por exemplo: uma vez na semana ou no mês.

Uma boa sugestão é expor frutas e legumes numa cesta na cozinha, também vale misturar alguns artificiais, para a cesta ficar sempre colorida e farta, estimulando assim, o consumo a alimentos saudáveis, ao contrário dos biscoitos que devem estar bem escondidos no armário.

Ao nosso prato diário de almoço e jantar, todo mundo sabe, tem que ser “colorido”, ou seja, verde das verduras, vermelho, do tomate, roxo, da beterraba ou da berinjela, laranja, da moranga, branco, do aipim e preto dos grãos.

A cada lanche do dia, acrescente uma fruta diferente. E nos intervalos beba água. Então não terá erro, é saude, bem estar e disposição na certa.

A importância da qualidade de vida

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Por Luciana Silveira Ferreira | Seção: Vida Saudável | Publicado em 23-09-2007

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O conceito de qualidade vida mais simples é “estar em equilíbrio”, tanto na vida profissional quanto na pessoal. A realidade dos dias atuais não permite que a maioria das pessoas tenha uma boa qualidade de vida, pois a correria do dia-a-dia torna-se inevitável e assim deixamos de lado certas coisas que são importantes para o nosso bem estar.

Fatores como stress e depressão passaram a fazer parte da rotina de muitos, mas, não há dúvida de que o impacto do stress na saúde e na qualidade de vida da pessoa podem ser um estímulo e motivá-la a atingir seus objetivos como pode gerar situações devastadoras.

A depressão é uma doença que afeta em muitos aspectos a qualidade de vida, assim como altera o sono, apetite, nível de energia, enfim, a pessoa como um todo é prejudicada.

Viva Melhor

O stress é o resultado de uma reação que o nosso organismo tem quando estimulado por fatores externos desfavoráveis, e isso acarreta uma liberação do hormônio adrenalina no nosso organismo, prejudicando, principalmente, nosso aparelho respiratório e circulatório. “o estresse é o resultado do homem criar uma civilização, que ele, o próprio homem não mais consegue suportar” , ou seja, as pessoas não conseguem mais manter seu estado de equilíbrio diante da sociedade moderna devido aos fatores do meio.

Muitas são nossas preocupações, podendo nos levar a ter sensações de medo, irritabilidade, nervosismo, e como conseqüência dessa revolução de sentimentos temos uma resposta pelo organismo que nos é desfavorável, então temos que optar por viver bem e com qualidade ou simplesmente fazer de conta que somos heróis e que nada irá nos acontecer.

Então, o que fazer para ter uma vida mais saudável e equilibrada?

Na maioria dos casos a solução é óbvia, mas difícil de se fazer: mudar hábitos. Deitar mais cedo, dormir mais, fumar e beber menos (um pouco de álcool socialmente é bom), alimentação mais saudável, socializar mais com amigos, dançar, fazer esportes, ir ao cinema, viajar, tirar férias, curtir a família. À medida que colocamos em nossas vidas hábitos que nos façam bem, que nos tragam alegria, começamos a mudar e perceber que podemos sim termos equilíbrio para viver com qualidade. Não fomos feitos para estar constantemente ligados.

A excelência pessoal é fruto do equilíbrio entre o físico, o mental e o emocional. Há momentos que devemos parar um pouco nosso ritmo se estivermos sobrecarregados, fazermos o que nos é prazeroso, nos darmos ao luxo de ler um bom livro, assistir um bom filme, ir a um lugar que gostamos, conhecer novas pessoas, porque são as pequenas coisas e as mais simples que fazem a vida valer a pena.

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Zinco: sua imunidade agradece!

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Por Fagner Souza | Seção: Alimentação, Saúde | Publicado em 22-09-2007

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O zinco é um micronutriente presente em alguns alimentos e colabora para a diminuição de resfriados, gripes e outras doenças tão comuns do inverno. Além disto, o zinco colabora com funções importantes no nosso organismo como reprodução, participa de algumas reações química, entre outras funções.

É importante, então, consumir algumas fontes deste mineral todos os dias. Quer saber quais são eles?

Então aí vai: carnes, sendo que as vermelha tem maior quantidade, cereais integrais, oleaginosas (castanha do pará, castanha do caju, nozes, amêndoas), sementes, leguminosas (feijão, grão de bico, ervilha) são alimentos ricos em zinco e importantíssimos para a nossa alimentação.

Só uma dica: consuma com moderação alimentos ricos em zinco, pois eles podem aumentar o apetite.

Por Fernanda Campinho
Nutricionista do DietaCerta