Cientistas transformam sobras de gordura, da lipoaspiração, em célula-tronco.
Descoberta ajuda a evitar a polêmica gerada pelo uso de células-tronco de embriões humanos.
Gordura humana é “um recurso natural abundante e renovável”, com isso, muitos pacientes estão doando as gorduras da lipoaspiração. Michael Longaker, cirurgião plástico, prevê um futuro em que médicos serão capazes de usar a gordura, do próprio paciente, para fazer tecidos e órgãos doentes. “Mesmo se você está em grande forma, ainda há gorduras suficientes para ser colhida na maioria dos pacientes”, acrescentou o médico Longaker, co-autor do estudo.
Como funcionarão?
As células reprogramadas (células-troncos pluri-potentes induzidas) são capazes de se transformar em qualquer tipo de célula do corpo.
Para criar estas células-tronco, os cientistas injetaram um tipo de vírus em células musculares lisas encontradas na gordura que envolve vasos sanguíneos. Uma vez dentro, os vírus introduzidos reprogramarão as células, estimulando-a a crescer em novas formas. O surpreendente é que o método funciona, disse Longaker.
Os métodos com gordura, evita a controvérsia ética sobre o uso de células-tronco embrionária, originalmente, colhidas de embriões humanos não utilizados em clínicas de fertilização. Além disso tecidos ou órgãos cultivados a partir de células-tronco do próprio paciente, se torna menos provável a rejeição pelo organismo.
Outra busca, dos pesquisadores, é a rapidez em desenvolver as células-tronco em um curto tempo. Para no momento em que constatar um problema no paciente, fosse capaz de gerar o tecido, por exemplo, dentro de algumas semanas.
Lembro-me muito bem de minha vó me oferecendo o primeiro gole de uma bebida, que mal eu sabia que faria parte a partir daquele dia, da minha tradição, dos meus costumes e do meu cardápio. Estava então tomando o nosso gostoso chimarrão, este que ainda é autenticamente gaúcho e sustenta uma das imagens que marcam o nosso querido Rio Grande. Certamente é uma das bebidas mais apreciadas pela maioria dos gaúchos, sua intensidade de consumo aumenta quando vagamos pelo interior do estado, mas além de reunir pessoas, proporcionar momentos de descanso e rodas de conversa, o que de fato contém na erva-mate, ela pode ser medicinal como dizia minha vó, e trazer benefícios à saúde e ao bem estar? O que dizem as lendas sobre sua origem e utilização? É possível manter o peso tomando o nosso amargo?
Muitas questões como estas podem ser desvendadas, considerando o conhecimento dos nossos ancestrais, é possível até estabelecer verdades, já que há 70 anos empregava- se muito mais a medicina tradicional, natural, mas hoje já existe toda uma análise efetiva das substâncias que a compõe, algumas são mais relevantes, podendo gerar efeitos fisiológicos através do uso terapêutico da erva.
Ele é amargo, líquido esverdeado, tomado quente todas as manhãs, depois do almoço, ao entardecer, quente ou morno, enfim, um complemento indispensável para muitos que tem esta bebida como aliada nas suas rotinas, proporcionando momentos de prazer. A erva-mate, teve sua origem numa tribo de índios Guarany, é a Ilex Paraguayensis, observada pelos soldados espanhóis que, ao tomar esta bebida no dia seguinte de porres intensos, a ressaca proporcional era aliviada tomando a erva-mate, começaram a transportá-la pelo Rio Grande nas suas garupas. Logo surgiram a cuia e a bomba, que primitivamente era feita de bambu. Os paraguaios são os únicos que tomam o amargo gelado, conhecido como “Tererê”, substituindo a água quente por sucos de limão ou laranja.
Há diferenças também no processamento da erva, na Argentina e Uruguai a erva é triturada, já aqui no Brasil, ela é socada, mais fina, mas sua composição mantém-se similar, é composta pela erva-mate, planta de estatura mediana baixa, com folhas de verde intenso, do grupo das Aquifoliácea, uma propriedade estimulante encontrada também no cacau e no guaraná, café e chás.
Sua composição química já era conhecida pelos indígenas, não só pela boa apreciação da bebida, mas também pelo fato de conhecerem outros benefícios, como meio para amenizar a fadiga e conter a sede ou a fome. A bromatologia se encarrega de estudar as propriedades químicas, ou seja, é um meio científico que estuda a composição integral dos alimentos, entre outros, sua forma qualitativa e quantitativa, alterações e utilização dos mesmos, no caso da erv- mate, além desses aspectos sua forma como matéria-prima de vários subprodutos.
Na erva- mate ela encontrou basicamente, sob ponto de vista terapêutico, cafeína, teofilina e teomobrina, compondo os alcalóides ( substância que contém nitrogênio, hidrogênio, carbono e oxigênio). Estes alcalóides também conhecidas como xantinas, correspondem aos principais terapêuticos naturais com ação: anestésica, analgésica, psico-estimulantes, neuro-depressores, no caso da erva destacam-se ações psico- estimulantes, diuréticas e neurodepressores. Todos os estudos revelam na sua maioria benefícios obtidos pelo consumo da erva-mate, mas acredito muito mais nas revelações de minha vó, algumas coincidem com as pesquisas, porém a diferença é que ela sentiu os resultados na prática sem saber a sua composição química. Segundo ela, a erva-mate, dá a sensação de bem estar, “aviva” a memória e afasta o cansaço, dá mais energia ao corpo e mente. Ela toma todos os dias, sem exagero, várias cuias de chimarrão, sem jamais esquecer o mate depois do almoço, por ser digestivo, que assim faz uma espécie de lavagem no estômago e intestino, concluindo o processo digestivo, e assim revela o segredo de sua boa forma física, funcionando assim como mantenedor de seu peso. Ela salienta que nunca ouviu casos com problemas renais devido a erva-mate, pelo contrário, ele estimula os rins fazendo- o trabalhar regularmente. Se essa erva for cozida e lavada, pode ser muito boa para auxiliar no tratamento de feridas, claro que observada a devida origem da mesma.
Também alerta as pessoas com problemas de estômagos, como gastrite ou úlcera que neste caso devem evitar tomar o mesmo. Ela também “prescreve” a mesma como forma de espantar a solidão, vivendo sozinha diz que ao matear, trás a mente lembranças do seu passado, “são momentos que me dão a oportunidade de lembrar meus feitos, da minha infância e família, assim na companhia do chimarrão, não me sinto tão só”. Isso vem de encontro à uma lenda contada por ela, que muito antigamente, o chefe de uma tribo vivia muito triste e desamparado, ele tinha somente uma filha, na ausência do filho homem, teria que passar a alguém de sua confiança, a chefia da tribo, sendo assim escolheu um índio que achava então merecedor da sucessão, pelo qual sua filha era coincidentemente apaixonada, isso significaria que ela como esposa do novo chefe de tribo, teria que acompanhar o mesmo em todas suas ações e atividades, logo o seu pai ficaria sozinho, mas ao lhe fornecerem a cuia para sorver a erva-mate, viu que não se sentia tão só e sua filha então poderia assumir os compromissos com esposa sem se preocupar com seu pai.
Revelações que nos colocam a frente de experiências e resultados somente benéficos à saúde, porém agora podem ser comprovados cientificamente. Tomar nosso chimarrão vai muito além do simples apreciar, ele faz bem a saúde e ao corpo, pode ser tomado diariamente em demasia na temperatura certa, morno a quente. E viva o amargo!
Todos nós já sentimos algum dia dores de cabeça, estas vêm e vão sem que muitas vezes percebemos a sua freqüência, intensidade ou efeitos, porém para milhões de pessoas, uma delas é motivo de sofrimento diário e luta constante para superá-la. A Enxaqueca, é um tipo de dor de cabeça, que apesar de conhecida, ainda ostenta perguntas elementares e é alvo de estudos constantes, trata-se de uma dor de cabeça crônica, conhecida como cefaléia transtorno ou de distúrbio. Ela tira o sono, a tranqüilidade e impossibilita muitas pessoas de viverem sua vida social e familiar ou de fazer qualquer coisa, atingindo pessoas de diferentes idades e sexo, com incidência maior em mulheres na puberdade e diminuição da mesma na menopausa.
Tudo o que queremos é algo mágico que nos liberte deste sofrimento da forma mais rápida possível, logo o uso de alternativas das mais variadas, com tendência a medicamentos fortes mas muitas vezes ainda ineficazes à longo prazo. Um mal que atinge milhões de pessoas no mundo todo, só no Brasil, segundo dados do hospital Israelita Albert Eistein em conjunto com a Sociedade Brasileira de Cefaléia, mostram que 15,2% da população sofre desta dor, cerca de 27,3 milhões de brasileiros, o que devemos observar é que apesar das inúmeras cefaléias existentes, geralmente de origem tensional, esta não é somente mais uma, com dor um pouco mais intensa, assim caracterizada pela maioria das pessoas, e sim um distúrbio que causa dor pulsátil local ou generalizada. A Organização Mundial da Saúde classifica-a entre as 20 doenças mais debilitáveis, equivalente a demência, compromete a qualidade de vida de um número significativo e cada vez maior de pessoas.
Ela aparece de forma leve e gradativamente vai se agravando, provocando pressão craniana, muitas vezes num único ponto como numas das têmporas ou ainda na parte central superior da cabeça, até atingir a dor constante que vai de moderada a intensa, com latejos, “fisgadas” muito profundas levando ao lacrimejo dos olhos, dores no pescoço, náuseas, vômitos e tonturas. Chegando a comprometer parcialmente a visão, em casos mais graves com aura, ou seja, cria-se uma espécie de brisa ao redor dos objetos e afasia com dificuldade em encontrar palavras, situações que pioram com os movimentos, até atingir a coordenação. Pode durar de algumas horas a três dias, denominada crônica ou se for semanas, episódica.
Não tendo hora nem local para acometer os portadores, reage facilmente a estímulos, dado a hipersensibilidade do cérebro, sua origem pode ser variável, de um cheiro mais forte, como cosméticos, produtos de limpeza, dormir pouco, longos intervalos entre as refeições, claridade intensa por longos períodos, bebidas alcoólicas, ciclo menstrual, sons muito agudos, calor para pessoas com pressão arterial, estresse da rotina, ansiedade, nervosismo e da alimentação que inclua alimentos muito gordurosos principalmente frituras e doces em geral. Alguns pesquisadores acreditam que essa sensibilidade é histórica dentre os portadores, colocando em condição a hereditariedade.
Há formas ainda restritas de tratamento eficaz da enxaqueca, sendo eles sintomáticos e preventivos, ambos utilizam as drogas como coadjuvantes e por isso um médico deve ser consultado. Os sintomáticos, partem dos sintomas para controlar e acabar com a dor, quando o paciente já está sentindo a mesma, ou seja, age diretamente no distúrbio já existente. Já o método preventivo, consiste no tratamento prévio e contínuo para permanecer sem dor, sendo este tratamento mais indicado em casos de enxaqueca frequente, pois através do uso de uma dose diária, faz o cérebro produzir e receber a quantidade certa de uma determinada substância química, diminuindo a frequência e intensidade da dor, uma certa “reeducação” do cérebro.
Há vários tipos de medicamentos, o médico deve optar por um deles seguindo o histórico de cada paciente bem como os possíveis efeitos colaterais. Não há fórmula pronta, podem ser utilizados desde medicamentos antidepressivos, relaxantes musculares, para problemas circulatórios ou de pressão arterial. Nenhum deles causa dependência, pois há 3 décadas descobriu-se que nem sempre a bula condiz com a utilização própria para o qual o medicamento foi desenvolvido, as doses são diferentes em casos de prevenção e o uso pode ser temporário, dependo de cada caso. O uso contínuo de medicamentos não descarta a possibilidade da necessidade de medicamentos sintomáticos em casos de crise, pois o tratamento preventivo é a longo prazo. Nem sempre o tratamento acaba totalmente com a doença, mas as chances são grandes de que desapareça por longos períodos, já em outros casos chega a ser eliminada.
No universo das pesquisas há novas descobertas de tratamento, ainda que na sua maioria seja pela utilização de drogas, é animador pela possibilidade de obter-se medicamentos que possam ser mais eficazes, e com menos efeitos secundários, como é o caso do “MK0974”, assim conhecido até o momento, pois deverá surgir no mercado em 3 anos, apresentando uma redução da dor em até 24 horas comparado a Triptanos utilizados no momento.
Não podemos aqui descartar o uso por muitas pessoas, de analgésicos comuns como paracetamol, porém, quem é portador de enxaqueca sabe que, são raras as vezes que estas “boletas” são eficazes, por mais que seja no estágio inicial da dor, mas também não deixam de ser uma alternativa, é um resultado que depende de cada circunstância e indivíduo.
A questão é, acabar com o sofrimento, com a dor, e para isso é importante procurar ajuda de profissionais o quanto antes, tanto de médicos através do uso de medicamentos, assim como usar terapias alternativas como: Yoga, relaxamento, acupuntura, massagens, compressas de gelo ou chás. Tudo atuando em conjunto pode trazer bons resultados e devolver a qualidade de vida bem como o bem-estar sem dor de cabeça. Nós merecemos este alívio.
A complexidade com que se apresenta o corpo da mulher, dada uma rotina repleta de afazeres, característica da mulher moderna, sujeita-a fragilmente a diversos problemas de saúde, entre eles os ginecológicos, indiferente ao quadro apresentado, que pode ser de gravidade moderada à crônica são inevitáveis os efeitos à sensível integridade feminina, corpo, mente e espírito. Diante da diversidade de doenças existentes, vou me ater a Endometriose.
Esta palavra quando mencionada pelos profissionais de saúde às mulheres, é motivo de medo, dúvidas e sentimento de impotência. Isso se deve ao fato de ser uma doença sem causa comprovada, intrigante, com direito a fundações e associações, divaga ainda somente sobre hipóteses e diagnósticos os quais ressaltam a infertilidade como agravante. Somente isso já é o bastante para acabar com muitas noites de sono de uma parcela significativa das mulheres no mundo todo.
Estatisticamente, sabe-se que cerca de 10% da população feminina com idade entre 25 à 50 anos no mundo todo sofrem deste mal. O que elas têm em comum, são unicamente os sintomas, dor e infertilidade. Estudos afirmam que, “Endometriose é uma doença que acomete mulheres em período reprodutivo, que consiste na presença de endométrio em locais fora do útero”, fonte.
Endométrio que é a camada que reveste internamente o útero e recebe a fertilização, renovando-se a cada menstruação. Este tecido, também chamado de foco, é encontrados com frequência na região sobre os ovários, em alguns casos se desenvolvem na região abdominal, como na superfície externa do intestino grosso e delgado, ureteres e na bexiga, podem aparecer focos em cicatrizes cirúrgicas presentes nessa região. Este tecido funciona fora, como se estivessem dentro do útero, ocasionando hemorragias durante a menstruação, em últimos casos podem afetar ou inferir no funcionamento dos órgãos citados. Não é uma doença transmissível nem contagiosa, mas também não há prevenção para ela.
Em geral os sintomas são, dores na região pélvica, cólicas intensas e irregularidades no ciclo menstrual, câimbras abdominais, dores na relação sexual e infertilidade. Conforme dados coletados: 20% das mulheres tem dor, 60% tem dor e infertilidade e 20% somente infertilidade. A incoerência entre sintomas e estágio da doença pode existir, logo, podem aparecer muitos focos, poucos sintomas e um quadro avançado de doença, ou ainda, poucos focos, muitos sintomas num estágio inicial de doença. É comum entre as mulheres que procuram auxílio médico, apresentarem cansaço, alterações de humor, depressão e tensão pré-menstrual, em decorrência do desgaste físico e mental, ocasionado pelas dores contínuas, desconforto abdominal e até problemas conjugais.
As causas, ainda são uma grande incógnita para todos os especialistas da área. Teorias somente revelam que células da camada interna do útero são eliminadas a cada menstruação e se alocam na região abdominal. Numa hipótese mais ousada, sugerem ser de origem hereditária. O mais preocupante é que há poucos recursos que podem comprovar a real presença da doença bem como a quadro em que ela pode se encontrar, normalmente são realizados vários exames ginecológicos entre eles o ultra – som endovaginal e outros exames que descartam outros tipos de doenças, além do exame do toque, este que deve merecer atenção especial por parte do profissional, considerando sempre os sintomas comuns, depois disso é passível concluir que pode ser Endometriose, mas isso só é confirmado através de procedimentos com incisão para maior precisão e reversão do quadro.
Depois de diagnosticado cuidadosamente o caso, o tratamento a ser seguido, deve partir de uma decisão entre paciente e médico de forma consciente, com atenção especial às mulheres que querem engravidar. Dentre os procedimentos, há as cirurgias, sendo a mais comum a videolaparoscopia, a qual requer de anestesia geral, e a paciente recebe duas a três incisões sendo uma delas logo abaixo do umbigo, após são “queimados” os focos encontrados. Também é comum o uso de medicamentos como pílulas anticoncepcionais contínuas, implante ou DIU. Nestes casos como forma de prevenir a proliferação e reinstalação do tecido, pois ocorre a interrupção do ciclo menstrual. Não havendo sangramentos não há refluxo, ou seja, o sangue não sobe pelas trompas evitando assim sua instalação em outros pontos e órgãos. Ainda há um dilema sobre o uso de contraceptivos contínuos, e isso é aceitável diante da relação evolução científica e cultura tradicional, mas há outras formas de prevenção e controle da Endometriose o importante é que seja adotado um deles, através do devido acompanhamento médico, respeitando a vontade, decisão e adaptação de cada mulher.
Partindo do respeito ao nosso próprio corpo e da dádiva que nos foi dada para sermos mães, nós mulheres temos o dever de cuidar bem dele, respeitando seus limites e de nos atentarmos quando ele nos alerta de que algo não está bem, observe-se diariamente, não deixe passar despercebida uma dor, que diante do cansaço e rigidez às sensações, pode ser considerada “normal”. Procure profissionais competentes, fazendo ao menos os exames periódicos e tenha um acompanhamento médico continuo, podendo assim perceber que a Endometriose não deve ser tão temida assim, ela é reversível quando diagnosticada a tempo e os tratamentos não são dolorosos, por isso mais uma vez falo como mulher e portadora, à todas as mulheres: Ame e cuide-se a saúde é vital.
Chega uma hora que é preciso pensar na saúde, nem que seja na saúde dos outros, e largar o cigarro. Os cientistas e médicos (mesmo os fumantes) têm certeza do que dizem: o cigarro destrói o organismo, provoca o câncer, arrasa os pulmões, rouba o ar e poderá matar trinta milhões de pessoas no mundo apenas nesta década.
A mídia em geral constantemente seduz grande parte da população com uma publicidade atraente e chamativa para o cigarro e o que fazer? Primeiramente você precisa dissociar a imagem do cigarro do instrumento de sedução, inteligência e liberdade que durante anos nos enfiaram na cabeça. Isso é coisa do passado. E parar de fumar. É difícil? Muito, mas de maneira alguma impossível.
Com os benefícios que terá vale a pena. Ser um ex-fumante é perceber que nenhuma sensação é tão plena e poderosa quanto a de se sentir livre do vício. O último cigarro deixará saudade, em compensação você nunca mais ficará desesperado no meio da madrugada, porque os cigarros acabaram e chove lá fora. Livrar-se do vício é voltar a ter controle sobre si e sobre o hálito de sua boca.
Considere ainda a possibilidade de subir dois lances de escada (sem pausas) e não perder o fôlego. Avalie também a oportunidade de voltar a sentir o sabor e o aroma dos alimentos. Imagine a vida sem pigarros, sem roupas queimadas nem cinzas pelo chão.
Estar decidido a larga o cigarro é fundamental para abandonar de vez a nicotina. Os métodos que prometem o fim do cigarro só funcionam quando a pessoa está disposta a enfrentar a síndrome de abstinência e a falta que ele faz. Caso contrário, é perda de tempo.
Vamos apressar a sua decisão. Dez mil pessoas morrem por dia no mundo em decorrência do câncer de pulmão. Trinta milhões de pessoas vão morrer por causa do cigarro, segundo a Organização Mundial de Saúde.
Mais dados:
- O vício é responsável por 75% dos casos de bronquite crônica e enfisema pulmonar;
- 25% dos infartos do miocárdio são provocados pelo cigarro;
- Fumantes têm 400% a mais de chance de contrair infecções respiratórias por bactérias e vírus;
- O fumo aumenta em até 800% o risco de derrames cerebrais;
- O fumante passivo (seu filho, por exemplo) tem de 200% a 300% mais chance de contrair câncer de pulmão que uma pessoa que não conviva com fumantes;
- O cigarro duplica a velocidade do envelhecimento e torna o corpo feminino mais propenso à celulite, uma vez que prejudica a oxigenação das células;
- O fumo predispôe à impotência masculina pela ação vasoconstritora da nicotina (vasos e artérias que irrigam o pênis se contraem e comprometem a ereção). Pesquisas demonstram que cerca de 81% dos homens impotentes são fumantes.
Por que é difícil largar o vício?
O efeito do fumo é fulminante. O organismo reage à nova substância e com o tempo acostuma a receber cargas freqüentes da droga. É difícil acreditar, mas o corpo entra em parafuso quando não recebe sua dose diária de nicotina. Esse é o momento de pagar todos os pecados e amaldiçoar aquele dia em que decidiu comprar o primeiro maço. Com o tempo o ex-fumante percebe que pode sobreviver sem ter a nicotina correndo nas veias.
Um estudo feito pela Associação Médica Americana comprovou que os ex-fumantes recuperam a saúde de seus pulmões, independentemente do tempo que passaram fumando. A melhora observada em pacientes doentes contradiz o mito de que os fumantes de longa data não se beneficiam da decisão de largar o cigarro.
Como parar de fumar?
- O nitrato de prata, o sulfato de cobre, o permanganato de potássio e o acetato de prata são alguns compostos químicos que ao interagirem com a fumaça do tabaco produzem amargor e um gosto desagradável. Podem ser encontradas em forma de goma de mascar e líquido para bochechos.
- Adesivos, chicletes, spray e solução nasal à base de nicotina são instrumentos que podem ajudar (bastante) o ex-fumante. Nos primeiros meses, quando o organismo ainda é dependente dos efeitos químicos da fumaça, estes produtos oferecem uma “dose” de nicotina, livre dos outros ingredientes tóxicos do tabaco.
Os chicletes com nicotina podem ser usados durante um periodo de até seis meses e consiste na simples troca do cigarro pela goma (duas a três por dia). Devem ser usadas com acompanhamento médico.
Os adesivos liberam pequenas doses de nicotina, que têm o efeito de diminuir a ansiedade, a insônia e a vontade de fumar. Eles ajudam, mas não fazem milagres. É fundamental a supervisão médica, já que quando mal utilizados podem provocar hipertensão, dores de cabeça, náuseas, diarréia e efeitos colaterais no fígado e pele.
- Hipnose, método usado pelo grande psicanalista Sigmund Freud para tratar traumas de seus pacientes, também pode ser usado para se livrar do cigarro. A hipnose seria capaz de fazer o fumante perder o “interesse” em fumar, na medida em que o cigarro deixa de satisfazer seus desejos e necessidades.
- Fumantes Anônimos, são fumantes que se reúnem semanalmente para discutir seus problemas em relação ao vício, tentando entender por que começaram a fumar e por que não conseguem parar. O método funciona principalmente para aquelas pessoas que fumam por compulsão ou que utilizam o cigarro como uma muleta psicológica.
- Acupuntura, técnica milenar chinesa, também pode ser usada contra o fumo. Através de picadas de agulha em pontos precisos (orelha, face e corpo) fariam o organismo reagir de maneira positiva à falta da nicotina e por isso o ex-fumante não sofreria nenhum sintoma comum à síndrome de abstinência.
- Combater o fumo de todas as maneiras. Essa é a tática do tratamento clínico e multidisciplinar, que oferecem vários profissionais na área da saúde para tratar o paciente como um todo.
- Programação Neurolingüistica também promete acabar com a vontade de fumar. O método utilizado é a “reprogramação” de alguns conceitos fixados pela mente, como por exemplo o prazer de fumar. Durante o tratamento, o programador vai tentar “apagar” todos os registros na vida do paciente em que o cigarro aparece como um hábito, um prazer, ou uma companhia. Para isso, a Programação Neurolingüística utiliza técnicas de indução e hipnose, mas garante que a pessoa fica consciente durante todas as fases do tratamento, que pode ser individual ou em grupo.
Dica
“Conseguindo parar, jamais volte a dar uma tragadinha para matar a saudade. Um único cigarro pode destruir o esforço de meses ou anos, já que basta um pouquinho de droga para reinaugurar a dependência no organismo”.