A influência dos alimentos na TPM

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Posted by Kilza Koch | Posted in Alimentação, Saúde | Posted on 22-04-2008

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A TPM (tensão pré-menstrual) pode ter vários sinais e sintomas que podem ser manifestados de 10 a 15 dias antes da menstruação. Alguns sintomas mais comuns são: retenção hídrica (inchaço); irritabilidade; aumento de apetite e/ou vontade de ingerir doces; sensibilidade nas mamas; oscilações do humor; ansiedade; cansaço; insônia; constipação intestinal (prisão de ventre); até depressão nos casos mais graves.

Os desequilíbrios hormonais são conhecidos como fatores que causam a TPM. Esses hormônios, assim como tudo que forma nossa organismo e são essenciais para o seu funcionamento, são formados a partir dos nutrientes presentes nos alimentos que ingerimos. Se evitarmos os desequilíbrios nutricionais, como consequência podemos corrigir os desequilíbrios hormonais.

Um hábito alimentar adequado que visa uma boa ingestão, digestão, absorção dos nutrientes, equilibra o organismo e estimula o seu melhor estado de saúde.

Algumas orientações nutricionais para amenizar a TPM

- O excesso de cafeína pode causar irritação, hiperatividade, ansiedade, cansaço e alteração de humor. Então os produtos que contêm cafeína (café, refrigerante tipo coca-cola, chá-preto, chá-mate e chocolate) podem ser evitados;

- Para evitar os inchaços: diminua o sal, inclua alimentos diuréticos no cardápio (pepino, salsinha, melancia, melão, abacaxi) e tome 2 litros de líquidos por dia (água, sucos naturais e chás);

- Use mais fibras (pão e torrada integral, granola, farinha de maçã ou banana verde, linhaça, aveia, farelo de trigo, grão de soja) para prevenir a constipação intestinal;

- Consuma carboidratos complexos (maçã, pêra, banana, ameixa, laranja, barra de cereais ou uma salada de frutas) de 3 em 3 horas para controlar a vontade de ingerir doces;

- Inclua de 4 a 5 porções por dia de saladas verde-escuras (couve, brócolis, mostarda, taioba), elas são ricas em magnésio, facilitando a circulação sanguínea e atuando como diurético.

Tenha uma vida Saudável!

Kilza M. M. Koch
Nutricionista

Texto publicado em: Informativo Fevereiro de 2008 ATII (Associação dos Técnicos Industriais de Ipatinga)

Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade

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Posted by Inedí Teixeira | Posted in Destaques, Saúde | Posted on 17-03-2008

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Todos nós, provavelmente, já ouvimos falar do TDAH. Ou lemos sobre o assunto ou conhecemos alguém com o transtorno ou simplesmente reconhecemos colocações como desatento, hiperativo ou impulsivo.

O TDAH – Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, anteriormente conhecido como distúrbio de déficit de atenção ou disfunção cerebral mínima é um transtorno de saúde mental que, como o próprio nome menciona, tem como manifestação a desatenção, a hiperatividade e/ou impulsividade. Podendo esses serem predominantes ou combinados. Em geral, meninos apresentam mais sintomas de hiperatividade e meninas à desatenção.

Sendo esse um assunto que me chama muito a atenção, não só por ser estudante de Psicologia e interessada pela neurociência, mas também por ter um caso familiar, tentarei sintetizar alguns pontos importantes desse problema clínico muito freqüente nos dias de hoje.

HiperativoExiste uma série de sintomas a serem avaliados com relação aos comportamentos. Podemos citar como exemplos, a dificuldade de manter a atenção durante tarefas, principalmente quando estas não o estimulam e perda freqüente de objetos (desatenção), mexer as mãos e pés, correr e falar excessivamente (hiperatividade) e dificuldade de esperar sua vez, interromper e intrometer-se nas atividades dos outros (impulsividade).

Estudos indicam que os fatores desencadeantes desse transtorno são genéticos, embora talvez não o transtorno em si, mas sim uma vulnerabilidade herdada e ambientais, como problemas de relação familiar, complicações na gestação ou durante o parto.

São vários os critérios avaliados de comportamentos para apontar a hipótese desse diagnóstico. A criança (ou também um adulto) deve apresentar pelo menos seis dos sintomas de desatenção e/ou hiperatividade e impulsividade. Sendo que estes devem estar presentes em pelo menos dois ambientes diferentes (casa, escola, atividades sociais) e devem estar persistindo por pelo menos seis meses. O indivíduo enquadrado nestes sintomas deve ser encaminhado para avaliação profissional: neurologista, psiquiatra ou um profissional que tenha experiência com o transtorno.

O tratamento é realizado com metilfenidato, mais conhecido como a Ritalina, que atua como um fraco estimulante do sistema nervoso central, inibindo o transporte de dopamina (neurotransmissor, precursor natural da adrenalina e da noradrenalina) no cérebro. Esse medicamento deve ser utilizado por adultos ou crianças acima de sete anos e antes de prescrito, deve-se fazer uma avaliação no histórico do paciente. Também é fundamental a intervenção de um psicoterapeuta e psicopedagogo. Este conjunto combinado é chamado de intervenção multimodal e serve para um adequado equilíbrio também emocional do paciente, família e professores.

Os pais e/ou cuidadores devem estar bem esclarecidos e orientados quanto o TDAH. Muitos se queixam do comportamento, perdem a paciência e não sabem lidar com estas crianças e por falta de informação, acabam agravando mais os sintomas. Existem estratégias que, sendo trabalhadas em conjunto com os envolvidos, podem amenizar a tensão e melhorar o relacionamento.

É importante lembrar que nem todas as crianças que apresentam os sintomas comportamentais de desatenção, hiperatividade e/ou impulsividade são realmente perturbadas pelo TDAH. Percebe-se também, muitos destes sintomas originados de problemas psicológicos e por isso enfatizo a importância de saber o histórico desse paciente e a intervenção terapêutica. O que pode ocorrer nestes casos é uma falta de atenção dos pais e/ou cuidadores à criança e não que a mesma possua o déficit de atenção e sendo assim, ela utiliza de certos mecanismos para chamar a atenção para si.

Portanto, é importante uma boa avaliação destes profissionais com muito cuidado para não sair diagnosticando o transtorno para qualquer criança que apresente os sintomas. Talvez por isso, o TDAH hoje esta bastante “rotulado” como sendo a “doença da moda”.

O que quero dizer é que, o TDAH está presente em muitos casos clínicos, mas que precisamos prestar atenção neste conjunto de fatores abordados.

Fica impossível abordar tudo o que se conhece aqui, pela quantidade de informação relacionada, mas espero ter ajudado dissipando algumas dúvidas e havendo mais, fico a disposição no que puder ajudar.

Os Alimentos e a Função Cerebral

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Posted by Fagner Souza | Posted in Alimentação, Ciências, Saúde | Posted on 12-04-2007

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Sabemos que o cérebro humano é constituído em grande parte de gordura e que essa gordura consiste predominantemente nos ácidos graxos essenciais. Por isso a importância de utilizá-los desde a gestação e amamentação, para favorecer o crescimento e desenvolvimento das crianças.

A deficiência de nutrientes pode provocar desordens da química cerebral alterando o estado emocional e comportamental. Apesar disso, um eficiente sistema de defesa, através dos antioxidantes, diminui a ação dos radicais livres nos ácidos graxos, evitando sua oxidação e melhorando sua atividade biológica.

Alguns autores têm mencionado que problemas comportamentais em crianças, principalmente com o distúrbio do déficit de atenção e hiperatividade, podem estar relacionados com uma deficiência de ácidos graxos poliinsaturados na alimentação e nas células cerebrais, principalmente a escassez de Ômega-3.

Alimentos ricos em Ômega-3: linho, soja, verduras de folhas verdes, noz, gérmen de trigo, salmão, canola, semente de moranga, sardinha, arenque, truta, caviar, cavala, enguia, anchovas, atum. Devem ser consumidos esses alimentos 2 a 3 vezes por semana na porção de 100g.

Veja no quadro abaixo os nutrientes mais importantes envolvidos no bom funcionamento cerebral:

Nutrientes

Fontes

Tiamina (B1) Gérmen de trigo, ervilha, cereais matinais, batata, pão vitaminado.
Niacina (B3) Peixe, leite, queijo, ervilha, vegetais verdes, ovos, batata.
Piridoxina (B6) Banana, brócolis, peru, peixe, couve-flor, abacate, cereais matinais, agrião.
Cianocobalamina (B12) Cereais matinais, carnes, extrato de levedo, atum, queijo, nozes, farelo de trigo.
Ácido Fólico Vegetais verdes, salsa, espinafre, beterraba, cereais matinais, agrião, brócolis, couve.
Colina Gérmen de trigo, aveia, leite, gema de ovo, presunto, carne de soja, feijão, nozes, suco de laranja.
Inositol Carnes, peixes, broto de feijão, hortaliças, feijão, melado, soja, milho, cereais integrais.
Fosfatidilserina Ovo caipira
Ácido docasahexaenóico-DHA Alimentos ricos em Ômega-3: semente de milho, salmão, noz, canola, verdura de folhas verdes.
Magnésio Vegetais verdes, cereais integrais, camarão, damasco, soja, gérmen de trigo, mel, caqui, lentilha, feijão.
Cromo Frutos do mar, carnes, cereais integrais e grãos, queijo, batata, banana.
Manganês Vegetais verdes, cereais integrais, grão de bico, soja, alho, aveia, banana, agrião, frutas, gema de ovo.
Ferro Carne e caça, sardinha, vegetais verdes, damasco, grãos, ameixa-preta, melado, lentilha, feijão, gema de ovo.
Tirosina Ovos, carne vermelha, queijos, nozes.
Triptofano Banana, leite, cacau, carne vermelha, peixe, peru, queijo.

A falta de alguns desses nutrientes pode causar: mudança de personalidade, irritabilidade, depressão, perda do senso de responsabilidade, aprendizado lento, perturbações visuais, problemas auditivos, confusão mental, cefaléia, demência, fadiga, problemas de memória, paranóia, hiperatividade, alterações emocionais, ansiedade.

Fonte: Reeducação Alimentar na Família. Da gestação à adolescência.
Autora: Joselaine Silva Stürmer