Por Inedí Teixeira | Seção: Destaques, Saúde | Publicado em 17-03-2008
Tags:atenção, cérebro, déficit, função cerebral, hiperatividade, TDAH, transtorno, Tratamento
Todos nós, provavelmente, já ouvimos falar do TDAH. Ou lemos sobre o assunto ou conhecemos alguém com o transtorno ou simplesmente reconhecemos colocações como desatento, hiperativo ou impulsivo.
O TDAH – Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, anteriormente conhecido como distúrbio de déficit de atenção ou disfunção cerebral mínima é um transtorno de saúde mental que, como o próprio nome menciona, tem como manifestação a desatenção, a hiperatividade e/ou impulsividade. Podendo esses serem predominantes ou combinados. Em geral, meninos apresentam mais sintomas de hiperatividade e meninas à desatenção.
Sendo esse um assunto que me chama muito a atenção, não só por ser estudante de Psicologia e interessada pela neurociência, mas também por ter um caso familiar, tentarei sintetizar alguns pontos importantes desse problema clínico muito freqüente nos dias de hoje.
Existe uma série de sintomas a serem avaliados com relação aos comportamentos. Podemos citar como exemplos, a dificuldade de manter a atenção durante tarefas, principalmente quando estas não o estimulam e perda freqüente de objetos (desatenção), mexer as mãos e pés, correr e falar excessivamente (hiperatividade) e dificuldade de esperar sua vez, interromper e intrometer-se nas atividades dos outros (impulsividade).
Estudos indicam que os fatores desencadeantes desse transtorno são genéticos, embora talvez não o transtorno em si, mas sim uma vulnerabilidade herdada e ambientais, como problemas de relação familiar, complicações na gestação ou durante o parto.
São vários os critérios avaliados de comportamentos para apontar a hipótese desse diagnóstico. A criança (ou também um adulto) deve apresentar pelo menos seis dos sintomas de desatenção e/ou hiperatividade e impulsividade. Sendo que estes devem estar presentes em pelo menos dois ambientes diferentes (casa, escola, atividades sociais) e devem estar persistindo por pelo menos seis meses. O indivíduo enquadrado nestes sintomas deve ser encaminhado para avaliação profissional: neurologista, psiquiatra ou um profissional que tenha experiência com o transtorno.
O tratamento é realizado com metilfenidato, mais conhecido como a Ritalina, que atua como um fraco estimulante do sistema nervoso central, inibindo o transporte de dopamina (neurotransmissor, precursor natural da adrenalina e da noradrenalina) no cérebro. Esse medicamento deve ser utilizado por adultos ou crianças acima de sete anos e antes de prescrito, deve-se fazer uma avaliação no histórico do paciente. Também é fundamental a intervenção de um psicoterapeuta e psicopedagogo. Este conjunto combinado é chamado de intervenção multimodal e serve para um adequado equilíbrio também emocional do paciente, família e professores.
Os pais e/ou cuidadores devem estar bem esclarecidos e orientados quanto o TDAH. Muitos se queixam do comportamento, perdem a paciência e não sabem lidar com estas crianças e por falta de informação, acabam agravando mais os sintomas. Existem estratégias que, sendo trabalhadas em conjunto com os envolvidos, podem amenizar a tensão e melhorar o relacionamento.
É importante lembrar que nem todas as crianças que apresentam os sintomas comportamentais de desatenção, hiperatividade e/ou impulsividade são realmente perturbadas pelo TDAH. Percebe-se também, muitos destes sintomas originados de problemas psicológicos e por isso enfatizo a importância de saber o histórico desse paciente e a intervenção terapêutica. O que pode ocorrer nestes casos é uma falta de atenção dos pais e/ou cuidadores à criança e não que a mesma possua o déficit de atenção e sendo assim, ela utiliza de certos mecanismos para chamar a atenção para si.
Portanto, é importante uma boa avaliação destes profissionais com muito cuidado para não sair diagnosticando o transtorno para qualquer criança que apresente os sintomas. Talvez por isso, o TDAH hoje esta bastante “rotulado” como sendo a “doença da moda”.
O que quero dizer é que, o TDAH está presente em muitos casos clínicos, mas que precisamos prestar atenção neste conjunto de fatores abordados.
Fica impossível abordar tudo o que se conhece aqui, pela quantidade de informação relacionada, mas espero ter ajudado dissipando algumas dúvidas e havendo mais, fico a disposição no que puder ajudar.

Para mim na qualidade de mae que acabou de descobrir que minha filha e portadora do TDAH devo dizer que o texto foi muito esclarecedor objetivo e claro. Agradeco pela materia tao rica e aguardo alguma novidade
Atenciosamente
karina grosser
Boa tarde, Karina.
Agradeço o comentário. Venho pesquisando e estudando este assunto algum tempo e coloco-me a disposição no que puder lhe ajudar.
Se tiver interesse, convido-lhe acessar o site http://www.tdah.org.br da ABDA – Associação Brasileira do Déficit de Atenção, que traz maiores informações sobre este transtorno.
Atenciosamente,
Inedí Teixeira
oi.sou só uma mãe tentando ajudar à minha filha,Mariana a ser feliz!sabe,eu moro em São Lourenço,minas gerais.e venho tentando desde os 4anos dela saber o que ela tem e como ajudar…só que cada neurologista q eu levo minha filha,diz uma coisa.sei que ela sofre.principalmente na escola.pra mim ela é perfeita!ela é linda,me enche de orgulho ela é mto sincera!mto esperta tbm.mas sei que falta algo…e infelizmente “esse algo”que falta o meu coração de mãe num pode dar.ela teve problemas ao nascer.teve parada cardiorespiratoria.ficou na uti por 25dias.teve alta.num sei explicar mto,pq só me dizem coisas q eu num sei nem escrever.mas se alguém puder nos ajudar…eu só quero que ela seja feliz!!!se tiver como tratar,então que deem à ela essa chance!!!porque num sei mto da vida,mas sei que meu amor por meus filhos me da todo os direitos de buscar ajuda seja onde e como for.e eu achei vcs.tomara Deus que seja um passo pra minha filha.desde já agradeço!!!
Olá Mônica,
Para que possamos, na medida do possível, auxiliar ou indicar a ajuda necessária para vocês, solicitamos maiores informações referente os sintomas e/ou comportamentos apresentados pela Mariana.
Existe uma grande dificuldade na avaliação e no diagnóstico do TDAH, uma vez que, até o momento, não há testes específicos para este. O primeiro levantamento, geralmente é feito na presença de manifestações, que se for de interesse, poderão ser verificadas no site http://www.tdah.org.br no link “Diagnóstico – Crianças” encontrado no menu “Sobre o TDAH”.
Importante lembrar, como já mencionado no texto, que esta presença deve ocorrer por pelo menos 6 meses, 2 ambientes diferentes e a evidência clara de comportamento significativo nas atividades da criança. Apresentada estas alterações sugestivas de TDAH é necessário uma avaliação por profissionais com experiência nesta área para confirmar o diagnóstico ou identificar outras situações que possam mimetizar (imitar) estes sintomas.
Agradecemos a visita e aguardamos
meu filho tem 16 sempre escuto as professoras reclamando dizendo que ele naõ presta atençaõ tira atençaõ dos outros conversa muito naõ fica quieto na sala anda de um lado pra outro q entaõ e pra ele sair da escola entaõ ele min diz mãe tudo q aconteçe na sala e culpa minha mudei ele de escola mais continua do mesmo jeito meu parto foi antecipado tive eclanpcia ele nasceu de 8 meses ficou 15 dias na utí eu apressão subiu muito hoje ele foi mandado embora da escola ja não sei oque fazer
Solange,
Sugiro que faças uma avaliação profissional junto a um neurologista ou psiquiatra para obter um diagnóstico mais preciso. Sendo diagnosticado o transtorno, este profissional poderá dirimir maiores dúvidas e amenizar a tensão quanto aos comportamentos apresentados.
Abraços,
´Boa tarde, sou mãe de uma menina de 10 anos, desde tenra idade que mostra mt ansiedade, intranquilidade, insegurança no seu EU, desde o pré-escolar que a sua relação com os outros meninos se mostra mt conflituosa, várias queixas das educadoras, por não querer realizar as actividades propostas, entrou para o 1º ciclo, e foi como se eu também entrasse para a escola com ela, faziamos os trabalhos juntas, outras vezes o pai, sempre conciliámos a entreajuda para prestar a maior atenção, mas sempre se mostrou desatenta desinteressada da matéria, é muito activa para actividades extracurriculares, ás quais nós inscreviamos prontamente. Mas as queixas da professora continuaram, falta de atenção, distrai os colegas, não se mantem sentada na cadeira, muito conflituosa com os colegas, etc…
Comecei a desesperar, por não conseguirmos mesmo com toda a atenção que ela exigia de nós, não conseguiamos acalmar a sua ansiedade em tudo, mesmo em relação ás pequenas tarefas diárias, falei com o meu Marido em procurarmos ajuda de um profissional, o meu marido discorda comigo, porque acha que as crianças hoje em dia são todas muito agitadas, acabei por deixar passar mais 4 anos de tormentos no meu coração, a minha ideia está sempre com ela. Hoje encontra se no 5º ano, e a história continua, agora estamos em outra fase, mas as queixas dos professores das diferentes disciplinas, continuam com as mesmas queixas, e todos os dias oiço a minha filhinha a dizer que ninguém dos coléguinhas quer fazer grupo com ela, começo a entender que algo de errado se passa, tenho mais duas meninas, e inevitávelmente comparo os comportamentos, e vejo que não pode ser da educação que lhes damos, pois os comportamentos são bem diferentes dos dela, e começo a ver a minha filha a ser descriminada pelo seu comportamento impulsivo, chegando mesmo a ser inapropriado. Li o vosso artigo e acho que tudo se encaixa, peço por favor que me ajude a encontar ajuda de um profissional. Obrigado.
meu filho tem 9 anos,é uma crianca muito anciosa ,come compulsivamente, quem o ve comendo pensa q nao come a muito tempo, é desatento nas aulas , fala muito creio eu q cada resposta q damos as perguntas q ele faz fazlhe uma garnde confusao na cabeça,qdo estou c ele para fazer os dev eres da escola no principio ele fica concentrado msa depois desconcentrase parece q vive num mundo so dele ,o mesmo queixqa-se o professor,ele deixa de fazer os trabalhos para brincar com os lapis,no mes de setembro fiz ujma consulta da vista com ele e tdo indicou q ele tem miupia e estigmatisma ,comecou a usar os oculos a visao dele melhorou mas o comportamento continua o mesmo, depoisn fiz uma consulta de endrocrinologia para ver se ele tinha algum problema de tiroide e esta td bem, decidi entao fazer uma consulta de otorrikno e o medico tbem disse q ele ouve perfeitamente , nao sabendo mais o q fazer, ouvi falar entao em neuropediatria ,pala 1º vez , e decidi marcar a consulta ,sera q estou no caminho certo?
o q mais me empressiona e q ele é uma criança muito inteligente mas se destrai com facilidade,é muito bom tem um coraçao muito bom, ao mesmo tempo se enerva com facilidade , chora as vezes sem motivo, entre outras coisas ele é um bom menino… qeria saber de vcs sera esse o problema do meu filnho?
Realmente é um texto muito bom. Eu sou hiperativa em alto grau ha 52 anos que é minha idade atual .. Durante minha vida inteira fui discriminada em casa, na escola e na sociedade por várias rasões. Quando criança foi expulsa de casa(precisei me edcuar na rua porque minha mão não me aguentava junto com meus irmãos), na escola não conseguia ficar sentada nem prestar atenão nas aulas, todo dia fugia da escola e batia em todo mundo. Até o padre não gostava quando ia a missa obrigada por minha mãe. Mesmo assim, conseguia passar de ano sem frequentar muito as aulas. Aprendi a ler escrever e fazer as quatros operações praticamente sozinha… Era uma criança cheia de energia e muito esperta, parecia um terremoto por onde passava, mesendo com tudo e com todos,tanto que niguém bricava comigo, eu não tinha amiguinhos de infâcia e muitas vezes ficava triste e chorava escondido poque minha mãe nem meus irmãos gostavam de mim. A vizinhança me expulsava de suas casas e não me deixavam brincar com as criança como eu. era muito triste. Então fugia de casa para não apanhar constantemente da minha mãe e ficava o dia na rua, porque na escola eu ficava pouco tambem. Minha mente era muito fértio e criadora, comecei a compor música sem conhecer nenhum isntrumento musical e logo perceberam meu talento. Cantei em festivais, ganhei premios, mas não segui a carreira. Comecei a trabalhar cedo diziam que eu era muito inteligente, conseguia subrir de cargo assim que assumia um emprego, mas logo saia, não conseguia ir trabalhar todo dia, fazer a mesma coisa,ver as mesmas pessoas e etc … Na adolescencia tocava muito violão, fazia música e trabalhava para me manter e não via a hora de chegar no vestibular para são passar e encer minha carreira de estudante que a escola era para mim umtédio, não me acrecentava nada, não era estimulante para mim. Eu odiava estudar então só fazia presença e logo saia…
Trabalhei nas melhores empresas da minha cidade, era bem requisitada, ganhava bem, mas deixava sempre o trabalho pra lá.
Logo cedo, casei descasi tive filhos, tive empresa, tive grandes chances de ser uma pessoa bem sucedida na vida, mas não sou, por causa do DÉFCITE DE ATENÇÃO COM HIPERATIVIDADE/IMPULSIVIDADE, Doença que fui fui descobrir há dois anos atras ..
Bem, para aqueles que tem filhos hiperativos que leram este texto eu quero dar um conselho … procurem imediatamente ajuda para eles ….Digo isso porque apesar de procurar conviver com o lado bom da doença .. EU POSSO DE DIZER QUE MINHA VIDA FICOU PELA METADE EM TODOS OS SENTIDOS.
Se alguem quiser saber melhor sobre minha história .. conte pelo email ireneciano@yahoo.com.br
Gostaria de ter mais contatos. Este é um assunto que muito me interessa, primeiro porque sou professora e terapeuta holística, como também, porque sou hiperativa.
* O meu comentário (Irene Ponciano) teve muitos erros de digitação, gostaria que fossem corrigidos antes de ser publicado.
Obrigada
Irene
Adorei a explicação sobre a doença,mas preciso saber quais os tipos de briquedos bons para incentivar e ajudar minha filha a conseguir se concentrar mais,ela tem 7 anos,árá 8 em maio e esto desesperada pois está em uma escola que tambem não á compreende e não sei mais oqual castigo dar,ela está fazendo tratamento a pouco tempo será que estou sem paciencia,me de um help por que estou desistindo de lutar. obrigada. LAndré Costa de Menezes
Tenho um filho na adolecensia que esta me dando muito trabalho por que tem hiperatividade por favor me ajuda
pra mim ser hiperativo ñ é tão ruím… até q gosto, pois faço coisas q meus amigos ñ conseguem como ficar acordado por dias e ainda ter energia pra chamar bastante atenção(fazer mais sucesso!)….
tirando é claro o fato de ñ conseguir me consentrar direito em coisas chatas e ser muito inquieto…
mesmo assim me dou muito bem nos estudos… afinal einstem também era hiperativo, na verdade os maiores gênios eram… ao menos boa parte era… e ainda é…
Boa noite, sou mãe de um menino de 13 anos,na escola sempre teve notas baixas,no ano passado foi reprovado na 6ªserie, suas notas eram muito baixas.
Estou desesperada pois esse ano ele está pior, copia as lições pela metade,às vezes nem copia, não marca as datas de provas nem de trabalhos, esquecendo então os assuntos a pesquisar, eu estudo com ele em casa, mas parece que enquanto você explica ele está no mundo da lua, será que ele tem deficit de atenção? o que eu faço? por favor me ajude
oi
tenho uma filh linda que fará 8 ano no próximo mês.
ela é portadora de hidrocefalia e mielomeningocele. aparentemente não tem sequelas de hidrocefalia, mas ela tem demonstrado muita falta de atnção na escola. ela tem dificuldade em interpretar as atividades.isso pode ser um defcit de atenção ou consequencia da hidro?
Tenho um filho lindo de 14 anos trato desde os 5 anos ele esta super bem, inteligente, perfeito, carinhoso, amigo de todo mundo. O problema foi a aceitaçao do pai e da familia em tratar com medicamentos mas eu sempre soube que tinha que fazer isso. Hoje ele esta super bem, ainda em tratamento, ele é brincalhão, todo mundo gosta dele claro tem suas rebeldias, como todo mundo, mas tem que ser tratado. Se nao, nao conseguem se acalmar é muito inteligente. Claro nao foi nada facil mas se formos unidos com muita conversa tudo da certo.
meu sobrinho é muito magrinho,começamos a assusta-lo para que ele comece,ele sempre foi muito agitado e falante não deixa ninguem quieto,so que começamos a deixar ele assustado em relação a alimentação,meu pai falava que ele ia morrer se não comece,eu fazia ele comer forçado a mãe dele gritava e ele começou a pedir comida de madrugada chorando e gritando,minha irmã levou ao medico e ele ta com sindrome de panico em relação a comida estamos nos policiando para não piorar a situação