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Por Inedí Teixeira -

Todos nós, provavelmente, já ouvimos falar do TDAH. Ou lemos sobre o assunto ou conhecemos alguém com o transtorno ou simplesmente reconhecemos colocações como desatento, hiperativo ou impulsivo.

O TDAH – Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade[bb], anteriormente conhecido como distúrbio de déficit de atenção ou disfunção cerebral mínima é um transtorno de saúde mental que, como o próprio nome menciona, tem como manifestação a desatenção, a hiperatividade e/ou impulsividade. Podendo esses serem predominantes ou combinados. Em geral, meninos apresentam mais sintomas de hiperatividade e meninas à desatenção.

Sendo esse um assunto que me chama muito a atenção, não só por ser estudante de Psicologia e interessada pela neurociência, mas também por ter um caso familiar, tentarei sintetizar alguns pontos importantes desse problema clínico muito freqüente nos dias de hoje.

HiperativoExiste uma série de sintomas a serem avaliados com relação aos comportamentos. Podemos citar como exemplos, a dificuldade de manter a atenção durante tarefas, principalmente quando estas não o estimulam e perda freqüente de objetos (desatenção), mexer as mãos e pés, correr e falar excessivamente (hiperatividade) e dificuldade de esperar sua vez, interromper e intrometer-se nas atividades dos outros (impulsividade).

Estudos indicam que os fatores desencadeantes desse transtorno são genéticos, embora talvez não o transtorno em si, mas sim uma vulnerabilidade herdada e ambientais, como problemas de relação familiar, complicações na gestação ou durante o parto.

São vários os critérios avaliados de comportamentos para apontar a hipótese desse diagnóstico. A criança (ou também um adulto) deve apresentar pelo menos seis dos sintomas de desatenção e/ou hiperatividade e impulsividade. Sendo que estes devem estar presentes em pelo menos dois ambientes diferentes (casa, escola, atividades sociais) e devem estar persistindo por pelo menos seis meses. O indivíduo enquadrado nestes sintomas deve ser encaminhado para avaliação profissional: neurologista, psiquiatra ou um profissional que tenha experiência com o transtorno.

O tratamento é realizado com metilfenidato, mais conhecido como a Ritalina, que atua como um fraco estimulante do sistema nervoso central, inibindo o transporte de dopamina (neurotransmissor, precursor natural da adrenalina e da noradrenalina) no cérebro. Esse medicamento deve ser utilizado por adultos ou crianças acima de sete anos e antes de prescrito, deve-se fazer uma avaliação no histórico do paciente. Também é fundamental a intervenção de um psicoterapeuta e psicopedagogo. Este conjunto combinado é chamado de intervenção multimodal e serve para um adequado equilíbrio também emocional do paciente, família e professores.

Os pais e/ou cuidadores devem estar bem esclarecidos e orientados quanto o TDAH. Muitos se queixam do comportamento, perdem a paciência e não sabem lidar com estas crianças e por falta de informação, acabam agravando mais os sintomas. Existem estratégias que, sendo trabalhadas em conjunto com os envolvidos, podem amenizar a tensão e melhorar o relacionamento.

É importante lembrar que nem todas as crianças que apresentam os sintomas comportamentais de desatenção, hiperatividade e/ou impulsividade são realmente perturbadas pelo TDAH. Percebe-se também, muitos destes sintomas originados de problemas psicológicos e por isso enfatizo a importância de saber o histórico desse paciente e a intervenção terapêutica. O que pode ocorrer nestes casos é uma falta de atenção dos pais e/ou cuidadores à criança e não que a mesma possua o déficit de atenção e sendo assim, ela utiliza de certos mecanismos para chamar a atenção para si.

Portanto, é importante uma boa avaliação destes profissionais com muito cuidado para não sair diagnosticando o transtorno para qualquer criança que apresente os sintomas. Talvez por isso, o TDAH hoje esta bastante “rotulado” como sendo a “doença da moda”.
O que quero dizer é que, o TDAH está presente em muitos casos clínicos, mas que precisamos prestar atenção neste conjunto de fatores abordados.

Fica impossível abordar tudo o que se conhece aqui, pela quantidade de informação relacionada, mas espero ter ajudado dissipando algumas dúvidas e havendo mais, fico a disposição no que puder ajudar.



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6 comentários

#1

Para mim na qualidade de mae que acabou de descobrir que minha filha e portadora do TDAH devo dizer que o texto foi muito esclarecedor objetivo e claro. Agradeco pela materia tao rica e aguardo alguma novidade
Atenciosamente
karina grosser

karina grosser comentou em 21/03/2008 - 11:30
#2

Boa tarde, Karina.

Agradeço o comentário. Venho pesquisando e estudando este assunto algum tempo e coloco-me a disposição no que puder lhe ajudar.

Se tiver interesse, convido-lhe acessar o site http://www.tdah.org.br da ABDA - Associação Brasileira do Déficit de Atenção, que traz maiores informações sobre este transtorno.

Atenciosamente,
Inedí Teixeira

Inedí Teixeira comentou em 22/03/2008 - 19:26
#3

oi.sou só uma mãe tentando ajudar à minha filha,Mariana a ser feliz!sabe,eu moro em São Lourenço,minas gerais.e venho tentando desde os 4anos dela saber o que ela tem e como ajudar…só que cada neurologista q eu levo minha filha,diz uma coisa.sei que ela sofre.principalmente na escola.pra mim ela é perfeita!ela é linda,me enche de orgulho ela é mto sincera!mto esperta tbm.mas sei que falta algo…e infelizmente “esse algo”que falta o meu coração de mãe num pode dar.ela teve problemas ao nascer.teve parada cardiorespiratoria.ficou na uti por 25dias.teve alta.num sei explicar mto,pq só me dizem coisas q eu num sei nem escrever.mas se alguém puder nos ajudar…eu só quero que ela seja feliz!!!se tiver como tratar,então que deem à ela essa chance!!!porque num sei mto da vida,mas sei que meu amor por meus filhos me da todo os direitos de buscar ajuda seja onde e como for.e eu achei vcs.tomara Deus que seja um passo pra minha filha.desde já agradeço!!!

mônica cristina comentou em 30/04/2008 - 15:38
#4

Olá Mônica,

Para que possamos, na medida do possível, auxiliar ou indicar a ajuda necessária para vocês, solicitamos maiores informações referente os sintomas e/ou comportamentos apresentados pela Mariana.

Existe uma grande dificuldade na avaliação e no diagnóstico do TDAH, uma vez que, até o momento, não há testes específicos para este. O primeiro levantamento, geralmente é feito na presença de manifestações, que se for de interesse, poderão ser verificadas no site http://www.tdah.org.br no link “Diagnóstico – Crianças” encontrado no menu “Sobre o TDAH”.

Importante lembrar, como já mencionado no texto, que esta presença deve ocorrer por pelo menos 6 meses, 2 ambientes diferentes e a evidência clara de comportamento significativo nas atividades da criança. Apresentada estas alterações sugestivas de TDAH é necessário uma avaliação por profissionais com experiência nesta área para confirmar o diagnóstico ou identificar outras situações que possam mimetizar (imitar) estes sintomas.

Agradecemos a visita e aguardamos

Inedí Teixeira comentou em 3/05/2008 - 18:28
#5

meu filho tem 16 sempre escuto as professoras reclamando dizendo que ele naõ presta atençaõ tira atençaõ dos outros conversa muito naõ fica quieto na sala anda de um lado pra outro q entaõ e pra ele sair da escola entaõ ele min diz mãe tudo q aconteçe na sala e culpa minha mudei ele de escola mais continua do mesmo jeito meu parto foi antecipado tive eclanpcia ele nasceu de 8 meses ficou 15 dias na utí eu apressão subiu muito hoje ele foi mandado embora da escola ja não sei oque fazer

solange da silva gontijo comentou em 6/05/2008 - 15:12
#6

Solange,

Sugiro que faças uma avaliação profissional junto a um neurologista ou psiquiatra para obter um diagnóstico mais preciso. Sendo diagnosticado o transtorno, este profissional poderá dirimir maiores dúvidas e amenizar a tensão quanto aos comportamentos apresentados.

Abraços,

Inedí Teixeira comentou em 23/05/2008 - 18:53


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